Nem um porto a mais!

ATO EM DEFESA DO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DAS NEVES

No próximo dia 5 de agosto de 2022 estivemos em Presidente Kennedy protestando contra a construção do Porto Central! Além dos impactos sociais, ambientais e econômicos, o Porto Central pretende ilhar o Santuário de Nossa Senhora das Neves, em Presidente Kennedy. Construída entre os anos de 1707 a 1759 pelos Padres Jesuítas que chegaram na região no século XVII e tombada em 2009 como Patrimônio Histórico do Estado do Espírito Santo, a Igreja deveria ter garantida sua proteção e integridade. Mas ao invés disso, corre o risco de desaparecer na paisagem industrial do Porto Central! Denunciamos: com a construção do porto sofre a estrutura da Igreja, a cutura, os alagados do entorno, os sambaquis encontrados na região e os milhares de romeiros que visitam a região anualmente para louvar Nossa Senhora das Neves. #SaiPortoFicaaFé

Encontro Porto Central: uma tragédia interestadual

m 25 e 26 de outubro de 2021, mais de 120 pessoas das regiões norte, metropolitana e sul do ES, com colegas do norte do RJ, estiveram reunidos em Presidente Kennedy, na Praia de Marobá, no Encontro “Porto Central: uma tragédia interestadual”. Povos e comunidades de pesca artesanal e quilombolas, trabalhadores rurais sem terra, camponeses, artesãs, agentes de pastorais, grupo de mulheres e mulheres negras, pesquisadores, professores, artistas, defensores/as de direitos humanos, ongs, ambientalistas e habitantes da região, se perguntavam: Porto Central: para que? para quem? Durante os dois dias, também ouvimos e trocamos experiências com outras lutas locais de resistência contra Portos e empreendimentos portuários já instalados em regiões como Aracruz, Macaé e São João da Barra no Rio de Janeiro (neste último local o Porto de Açu está a apenas 70km de Presidente Kennedy). Em todas estas situações, e outras citadas, como o Complexo Portuário de Suape (PE), o Pecém (CE), as empresas se repetiam e também repetiam seus modos de operação: chegaram de forma violenta, desapropriando e expulsando famílias locais, interrompendo o acesso do/as pescadore/as a seus territórios de pesca, destruindo as formas de trabalho e a economia local, gerando gravidez precoce nas meninas do local, prometendo e não cumprindo empregos para a população local, contaminando a região, exacerbando o racismo ambiental. Através de mensagens virtuais, organizações da sociedade civil da Holanda (desde onde os investimentos partiram, mas não se sabe se mantêm) e parceiros de Oilwatch Latinoamerica (Bolívia, Colômbia e Argentina) saudaram as organizações reunidas em Kennedy, alertando de casos semelhantes de impactos e resistências nos territórios submetidos à extração de combustíveis fósseis. Mobilizado no âmbito da Campanha “Nem um poço a mais!”, o encontro é resultado de um longo diálogo entre as organizações da sociedade civil, cujas garantias e salvaguardas não foram respeitadas pelos órgãos licenciadores, nem pelas empresas envolvidas e investidores do Porto Central. #nemumportoamais

LITORAL SITIADO – CARAVANA DA CAMPANHA NEM UM POÇO A MAIS PELA BACIA DE CAMPOS

Estivemos em Caravana. Um giro no espaço, tomado pela exploração do pré-sal capixaba e norte fluminese. Um mergulho nos territórios de resistência em conflito com a indústria petroleira e sua infraestrutura. A Caravana partiu de Vitória, para em Presidente Kennedy, Campos, Macaé e Maricá, com destino ao Rio de Janeiro. No mapa, a Caravana foi só uma rota. Em rota, A Caravana percorreu dois mapas. O mapa da Costa Altântica. O mapa da Costa do Petróleo e Gás. No primeiro mapa, a Costa Atlântica repleta de praias e baías, enseadas e cabos, lagoas, restingas, manguezais, recifes. E gente, vida, povos e culturas. Comunidades de pesca artesanal, restingueiros, quilombolas, campesinato e agricultura familiar, assentamentos de reforma agrária, agroecologia, água, festivais de pescado, vida marinha, foz de rios, surf, trilhas de mata atlântica, ecologia, patrimônios históricos e culturais, fortes, igrejas, faróis, turismo. E as “pedras de praias”, que datam a separação dos continente africano e sulamericano, na lenta formação do Atlântico Sul. O segundo mapa, a Costa do Petróleo e do Gás, o Porto Central, o Porto do Açu, o Porto de Jaconé, plataformas, refinarias, termelétricas, dutos, terminais de óleo e gás, navios e helicópteros. Afinal, fora Maricá, que já faz parte da Bacia de Santos, a Caravana cruza toda a Bacia de Campos. Um vasto histórico de vazamentos, contaminação, violência urbana, expropriação de terras, concentração de renda, desigualdade social e injustiças ambientais. Por toda a região, as mesmas mentiras: “emprego”, “desenvolvimento”, “condicionantes”, “compensações”. Por toda região, os mesmos crimes ambientais e violações de direitos humanos e da natureza. Qual é o teu mapa? Qual é a tua rota? – A Caravana da Campanha Nem Um Poço a Mais pela Bacia de Campos percorreu em maio de 2022 cidades do Espírito Santo e Rio de Janeiro conectando lutas e resistências de populações que vivem em territórios explorados pela indústria de petróleo. Gente que luta pela titulação dos Territórios Livres para a pesca artesanal e quilombolas, Reforma Agrária, Agroecologia, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, Reflorestamento, Direitos Humanos e da Natureza, Bens Comuns, Bem Viver, Igualdade de Gênero, pela Vida! #nemumpoçoamais #nemumportoamais #maisvidamenospetroleo

NOTÍCIAS:

23/08/2023 – ‘O que estava depositado ali não era lajota nem cimento, eram sonhos’
https://www.seculodiario.com.br/direitos/o-que-estava-depositado-ali-nao-era-lajota-nem-cimento-eram-sonhos

03/07/2023 –  ‘Porto Central não tem condicionantes para a pesca artesanal’
https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/porto-central-nao-tem-condicionantes-socioambientais-para-a-pesca-artesanal

23/07/2023 – ‘Porto sabe quanto vai ganhar, mas pescadores não sabem quanto vão perder’
https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/porto-sabe-quanto-vai-ganhar-mas-pescadores-nao-sabem-quanto-vao-perder

19/09/2022 – Campanha ‘Nem um poço a mais’ presente em Saquarema
https://www.osaqua.com.br/2022/09/19/campanha-nem-um-poco-a-mais-presente-em-saquarema/

09/08/2022 – Porto Central: população local está pouco informada sobre impactos
https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/porto-central-populacao-local-esta-pouco-informada-sobre-impactos

31/07/2022 – Outro megaporto a 50 km do subutilizado Porto do Açú? Para quê?
https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/porto-central-outro-megaporto-a-50-km-do-subutilizado-porto-do-acu-pa
ra-que

Especialistas dizem que porto de Jaconé será uma tragédia ambiental
https://www.atribunarj.com.br/materia/especialistas-dizem-que-porto-de-jacone-sera-uma-tragedia-ambiental

Protesto em Campeonato Mundial contra Porto de Jaconé
https://baiaviva.org.br/protesto-em-campeonato-mundial-contra-porto-de-jacone/

Abaixo-assinado SOS Jaconé-RJ Porto Não!
https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=P2012N20140

ABRACE JACONÉ! S.O.S. JACONÉ! PORTO NÃO!
http://feserj.org.br/abrace-jacone-s-o-s-jacone-porto-nao/